A participação das mulheres na luta pela terra na Chapada Diamantina (1980-1996).
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Resumo
O controle das terras na Chapada Diamantina concentrou-se nas mãos de grandes proprietários rurais, em uma estrutura latifundiária semelhante ao restante do Brasil. A posse da terra foi marcada por conflitos, pela força e resiliência das mulheres que assumiram um papel central na resistência e organização dos movimentos sociais na região. Em meio a desafios históricos, elas lideraram movimentos em busca de terra, dignidade e justiça social. Assim este estudo teve como objetivo analisar como se deu a participação e organização das mulheres na luta pela terra nas décadas de 1980 e 1990 na Chapada Diamantina, levando em consideração suas trajetórias e contribuições, revelando o impacto transformador de suas ações. A metodologia utilizada nesta pesquisa baseou-se na história oral, valorizando a subjetividade e a memória como elementos centrais para a construção do conhecimento histórico. As entrevistas foram realizadas com mulheres que se destacaram como dirigentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cujas trajetórias foram marcadas por sua atuação política e social. A pesquisa também utilizou periódicos, cartilhas e outras produções realizadas por essas organizações sociais, oferecendo uma perspectiva rica e plural sobre suas experiências e lutas no campo.