Estudo onomasiológico do vocabulário da sexualidade em falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro

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2013
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Resumo

O continente africano possui uma variedade enorme de culturas, diversidades étnicas e linguísticas, com cerca de duas mil e trinta línguas. Entre essas línguas, se destacam, pelo fato de influenciarem linguisticamente o falar brasileiro, as línguas dos grupos banto, kwa e iorubóide. Muitas lexias oriundas destas línguas foram incorporadas ao português do Brasil durante o período da escravidão e terminaram sendo apropriadas em uma soma de palavras que compõem o léxico da língua falada no Brasil, herança viva da África que deixou nela seu rico legado. Como a língua impõe sua existência material, determina o que somos, a maneira peculiar de nos expressarmos e os conteúdos do vocabulário pessoal, as palavras de origem negroafricana representam falares, comportamentos e compõem o léxico do português do Brasil. Importantes vinculadores destes empréstimos são as Casas de Terreiro. A língua do povo de santo funciona mais como um veículo de expressão simbólica do que propriamente de competência linguística. Seu sistema lexical é de base negroafricana e está relacionado ao universo dos recintos sagrados. As línguas de santo e a linguagem do povo de santo interferiram no português do Brasil, deixando suas lexias, assim como o português europeu modificou as formas lexicais de língua de santo, pois seus empréstimos adaptaram-se às regras desta modalidade de português. Muitas dessas lexias são relacionadas à sexualidade e foram registradas por Castro (2001). Selecionamos essas lexias nesta obra em um estudo onomasiológico, partindo da denominação, para chegar às lexias negroafricanas


Descrição
Palavras-chave
Línguas negroafricanas, Léxico, Sexualidade
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