Leituras sobre o Jarê: uma perspectiva de interface antropológico e literário.
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Resumo
Os estudos diaspóricos estão crescendo atualmente no Brasil. Falar sobre essas relações é um tema que enriquece as pesquisas. Discutir as experiências na diáspora é entender que as identidades precisaram ser reformuladas e reinventadas em um novo espaço. No caso mais específico do Brasil, essas atitudes também deram origem a mecanismos de resistência produzidos por escravizados e ex-escravizados. Neste trabalho, propus investigar e comparar uma religião afro-brasileira, sendo importante ressaltar que, sobre o estudo das culturas religiosas de origem africana na Bahia, predominam ainda as abordagens sobre a capital e o Recôncavo açucareiro. Levando isso em consideração, torna-se necessário, nesta pesquisa, explorar as experiências presentes em outras regiões da Bahia, como a Chapada Diamantina e o Piemonte do Paraguaçu. Assim, com aproximação entre a Antropologia de Ronaldo Salles Senna (1998) e a ficção de Itamar Vieira Junior (2018), busquei compreender, a partir da análise das obras supracitadas, as implicações que se referem à Chapada Diamantina, o curandeirismo e as mulheres dentro do culto ao Jarê, religião afro-diaspórica de predominância na Chapada Diamantina e no Piemonte do Paraguaçu