Monitoramento do lençol freático em uma area cultivada com cajueiro sob irrigação em Petrolina
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Resumo
O município de Petrolina, está localizado dentro da macrorregião do Vale do Submédio São Francisco, caracterizada pelo clima semiárido. As chuvas se concentram entre os meses de dezembro a abril ocorrendo normalmente em um curto espaço de tempo, as denominadas chuvas de verão, com grande volume de água, o qual pode provocar o excesso no solo, promovendo problema no desenvolvimento das plantas, mudanças morfológicas e fisiológicas nas plantas, devido a diminuição da taxa o oxigênio. As causas do excesso de umidade no solo podem estar relacionadas a diversos fatores como o excesso de irrigação no manejo de uma cultura, com aplicações de lâminas excessivas, junto a má drenabilidade natural do solo, e essas problemáticas ocasionam a subida do lençol freático. Para isso alguns modelos são utilizados para a verificação da oscilação e determinação da altura do Lençol Freático, tornando importante o conhecimento do movimento do lençol para a tomada de decisão, principalmente quanto ao implemento do sistema artificial de drenagem. Contudo, objetivo do trabalho foi identificar o problema de drenagem em uma área de cajueiro irrigado, em Petrolina-PE; o qual apresentava lençol freático superficial, presença e dificuldade de controle de resinose. A pesquisa foi efetuada num lote localizado no perímetro irrigado Nilo Coelho, N10, no Submédio do Vale do São Francisco, município de Petrolina-PE, A área experimental encontrava-se cultivada com o cajueiro adulto e com 1 ano de idade, onde foram instalados 35 poços de observação, colocados no centro do camalhão, entre plantas e as suas leituras ocorreram uma vez por semana, na primeira leitura existiam drenos espaçados sem manutenção (SSD); na segunda, aconteceu após a limpeza dos drenos existentes, (SDEI); na terceira, foram instalados mais drenos de um novo sistema que estava sendo implantado, e na última leitura, 5 dias após a instalação dos drenos novos. A coleta dos dados da profundidade do lençol freático foi efetuada com sonda eletrônica e utilizando régua milimétrica, em cada poço, as profundidades freáticas foram utilizadas para a construção de mapas de isobatas e utilizados a geoestatística para a análise de variabilidade. Os mapas gerados foram estudados para definir o problema de drenagem da área. Os valores mínimos, máximos e médios de profundidade do lençol freático variaram de forma crescente ao longo das datas avaliadas, inicialmente o lençol freático encontrava-se mais próximo à superfície do solo, sendo possível observar que a altura do lençol freático sofreu alteração com a readequação e manutenção do sistema de drenagem. E que profundidade freáticas mais críticas foram verificadas, de até 60 cm, e posteriormente, um rebaixamento do L.F. e redistribuição da altura do lençol freático a partir da readequação do sistema de drenagem, esses resultados evidenciam que a área cultivada com cajueiro estava, antes da limpeza e readequação dos drenos, sob condição inadequada de drenabilidade. Foi observado que o uso da agricultura de precisão, através das analises geoestatísticas está cada vez mais evidente, principalmente, para maior assertividade na tomada de decisão de uma propriedade. Para a melhoria dos estudos e identificação do problema acometido na propriedade, eram necessários os dados de cota freáticas para assegurar que há recarga de canal ou de má funcionalidade do dreno ou se há áreas de baixadas ocasionando o encharcamento a noroeste. Além disto, acompanhar com os dados de lâmina de irrigação aplicadas, para chegar à conclusão do problema. E para correlacionar altura do lençol freático com uma das causas da resinose, era necessário o acompanhamento da severidade antes e após a alterações do sistema de drenagem.