Navegando por Autor "Silva, Ana Lúcia Gomes da"
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- ItemA contação de histórias e o enlace formativo para a práxis docente(Universidade do Estado da Bahia, 2023-03-31) Magalhães , Joselice de Cássia Carneiro; Oliveira, Rosemary Lapa; Beltrão, Lícia Maria Freire; Silva, Ana Lúcia Gomes daA Contação de Histórias (CH), uma prática de oralidade da vida humana, atravessa tempos, espaços e permanece cultivada e adaptada aos diferentes meios de se apresentar e ensinar. Essa narrativa convoca para aprendizagens fundantes em torno da educação cidadã, com vivências de emoções e criações imaginárias, aproximação e interação com o outro, desenvolvendo o senso de coletividade. Esta dissertação é fruto de diálogo teórico na área da formação docente, com base na investigação de sentidos atribuídos à CH, por docentes e estudantes de Pedagogia da UNEB, para o enlace da práxis docente. O objetivo em compreender, no discurso desses docentes e estudantes da graduação, como as atribuições à CH se relacionam com a práxis docente, nas Formações Discursivas (FDs) constituídas no processo da formação docente. Como em gestos de uma ciranda, o estudo se desenvolveu durante as abordagens qualitativas da pesquisa, apoiado nos aportes teóricos e metodológicos para a circulação das aprendizagensnas FDs, sobre a CH e a docência, apreendidas no contexto de distanciamento social, da pandemia da Covid-19. Aproximou-se dos etnométodos etnográficos, segundo a concepção de Macedo (2015) e de outros, como Gatti (2005); na concepção de práxis de Paulo Freire (1979; 2011), de Gadotti (1994; 2000) e Sanchez Vàzquez (1977; 2007); e na contação de histórias, as referências principais foram Oliveira (2019; 2020), Santos (2013; 2018) e Apoema (2018). Foram realizados a observação e os estudos sobre a constituição do/a docente contador/a de histórias, no Seminário Temático de Educação I: Contação de Histórias (STE-I-CH) e grupo focal online, em encontros com oito colaboradores/as da pesquisa, participantes do curso. Os discursos proferidos no segundo espaço e gravados em áudio, após análise em estudos teóricos de Orlandi (2009; 1987) foram adicionados às impressões e anotações próprias, no diário de campo, e compuseram, junto ao diálogo teórico, a tessitura deste texto. Os resultados são percebidos nas mudanças das FDs em torno do discurso pedagógico, estas, refletidas na relação da consciência da práxis, na qual a CH foi compreendida como aliada potencial, na criação imaginativa e no desenvolvimento de princípios e valorização dos saberes da multiculturalidade e das manifestações culturais, que existem, tanto no ambiente escolar quanto fora dele, saberes que estão adormecidos e anestesiados na educação atualmente, além de impulsionar docentes a promoverem ações pedagógicas com estimulação das expressividades corporais. Em conclusão, pode-se dizer que a prática pedagógica desenvolvida no STE-I-CH, em torno da CH e da intencionalidade da conscientização sobre a práxis docente, proporcionou experiência de aprendizagens para os/as colaboradores/as da pesquisa e, como docente em formação, sobretudo, através das FDs analisadas, houve o reconhecimento da importância da oralidade para as práticas docentes, implicada na formação docente, na perspectiva da criticidade em torno da educação e contemporaneidade. Essa leitura é uma provocação aos caminhos de desenvolvimento da prática pedagógica pela práxis e CH.
- ItemA semântica da rua: uma proposta para o letramento escolar à luz da análise dos discursos inerentes aos letreiros de estabelecimentos comerciais(UNEB, 2004-08) Silva, Sheila Cristina Duque da; Silva, Ana Lúcia Gomes daHá nos espaços de enunciação uma miscelânea de cores, etimologias, aglutinações e justaposições que plasmam a linguagem que enuncia os espaços através das palavras que se propõem aos indivíduos como coisas a decifrar. o presente estudo versa a interpretação dos discursos inerentes aos letreiros de estabelecimentos comerciais, pois considera letramento como o uso que os indivíduos fazem da escrita em contextos e situações específicas, logo, não mais se deve manter um postura neutra aos efeitos de sentido decorrentes da trama semântica que permeia a linguagem e a escrita.
- ItemA variedade Linguística no ensino da Língua materna na escola Mun. Adalberto Pereira(UNEB, 2004) Silva, Daianny Ferreira. O. Lea da; Silva, Ana Lúcia Gomes daEste trabalho de pesquisa resulta da observação realizada aos professores de Língua Portuguesa da Escola Municipal Adalberto Pereira, numa abordagem dialógica, analisando assim, como estes professores abordam as variedades lingüísticas no ensino da Língua Materna. Apresenta um recorte etnográfico embasado por alguns teóricos da Educação e da Sociolingüística como: Marcos Bagno (1999;2.002); Luiz Carlos Cagliari (1999); Luiz Carlos Travaglia (1997); Paulo Freire (1996); Mário Perine (1996); Maria Cecília de Lima (2002), entre outros. Visando contribuir para reflexões acerca do ensino da Língua Portuguesa, reconhecendo assim, que todo falante nativo de uma língua, é um usuário eficaz dessa língua, portanto, não existe erro mas sim, diferenças alternativas. O ensino da Língua Materna deve estar centrado em transformação social e não de exclusão social, tornando o aluno competente no maior número de normas, contribuindo para a integração plena na sociedade lingüística atual.
- ItemAções metodológicas para o estudo da orthos+grafia(UNEB, 2004-08) Lima, Edna Cristina de Oliveira; Silva, Ana Lúcia Gomes daDepois que me tornei professora alfabetizadora assumi a ortografia como meu objeto de estudo. Por ela representar um conjunto de normas convencionadas, deixa transparecer que o assunto já se esgotou entre suas arbitrariedades e memorizar é a única alternativa de aprender essa escrita. Este desafio me estimulou a pesquisá-la. As diversas tentativas que precisei fazer para facilitar a aprendizagem (via compreensão) dos meus alunos contribuíram para que eu construísse uma metodologia mais adequada. A memorização passou a ser um recurso, mas não era o mais importante em todos os casos, as crianças passaram a entender que ao registrarmos uma palavra poderíamos considerar o princípio gerativo, a frequência, a formação da palavra, as relações morfológicas e contextuais. Para uma criança estar atenta a todos estes aspectos pode parecer complexo, por isso recorri a ludicidade das mesmas e criei histórias - envolvendo as letras e o "homem que criou as palavras" - tornando o aprendizado mais prazeroso. Na narração da história, a dificuldade ortográfica estudada passa a ser o fato e nas punições que o "Homem dos Livros" define para as letrinhas que tentaram confundir as crianças estão às regras convencionadas. Não espero que as pessoas vejam esta proposta como um recurso a ser copiado, mas como sugestão a ser seguida por todos que se sentem desafiados pelo poder das normas ortográficas.
- ItemAnalfabetismo e exclusão social: um estudo das implicações e relações da alfabetização com a cidadania no município de Quixabeira-Bahia(UNEB, ) Sousa, Eliete Reis dos Santos; Novais, Terezinha Gonçalves; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Gomes, Antenor Rita; Félix, José CarlosO presente trabalho teve como objeto de estudo o analfabetismo e suas implicações na vida dos sujeitos, cuja problemática esboçada nesta pesquisa foi a investigação do analfabetismo e sua relação com a exclusão social desses sujeitos. Buscamos ainda compreender as consequências em relação à própria cidadania, os motivos da existência de "tantos" analfabetos/iletrados em nosso município. A pesquisa teve como locus os bairros Laranjeiras, Umbuzeiro Branco e o Centro de Quixabeira-BA. A metodologia adotada foi o tipo etnográfico, tendo como base os estudos antropológicos, utilizando como instrumento de coleta/análise dos dados, questionários, entrevistas abertas ou aprofundadas, práticas leitoras, como círculo de leitura, relatos de vivências, utilizando também fitas de vídeo, de forma a entender, o máximo possível, as memórias e concepções dos sujeitos envolvidos em diferentes situações analisadas. O resultado do trabalho traz o perfil dos sujeitos, letrados/iletrados, evidenciado nas suas manifestações "quase inconscientes" nas leituras de mundo e nas suas próprias condições de excluídos, pela falta de letramento/alfabetismo, não associando a pobreza ou falta de bens e usufrutos culturais ao iletramento/analfabetismo e, em consequência disso, impedidos do exercício da cidadania. Embora tenhamos percebido que as pessoas com maior grau de escolaridade não foram tão expressivas na interpretação de texto quanto as menos escolarizadas.
- ItemAs dificuldades de leitura dos alunos da 5ª série do Colégio Estadual Edvaldo Valois Coutinho.(UNEB, 2007) Silva, Marcia Brito; Jesus, Maria Amparo Santos de; Almeida , Norma Suelia de; Silva, Ana Lúcia Gomes daEste trabalho de pesquisa teve como objeto de estudo as possíveis dificuldades de leitura dos alunos das 5a séries do Ensino Fundamental, cuja problemática delineada foi a investigação acerca da maneira como esses sujeitos-leitores concebem a leitura, bem como sua relação com o texto escrito a partir das ambiências de leitura na escola como também dos relatos orais. A pesquisa teve como "Locus" o Colégio Estadual Edvaldo Valois Coutinho - Jacobina-Ba. A metodologia adotada foi o estudo do caso exploratório, utilizando como instrumentos de coleta/análise de dados entrevistas abertas e ou semi-estruturadas, observações participadas, práticas leitoras com vários gêneros textuais visando compreender o máximo as dificuldades e ou estratégias dos sujeitos no ato de ler. O resultado do trabalho traz o processo pelo qual o ensino/aprendizagem da leitura é realizada pela escola, apontando ainda a posição do professor em relação ao desenvolvimento da leitura dos alunos quanto ás suas capacidades leitoras.
- ItemAteliês de Pesquisa - formação de professores(as)-pesquisadores(as) e métodos de pesquisa em educação(2020-10) Silva, Ana Lúcia Gomes da; Costa, Váldina Gonçalves da; Pereira, Diego CarlosEste livro se dirige a pesquisadores e pesquisadoras do campo da educação, estudantes de pós-graduação, graduação e interessados na área de metodologia da pesquisa que, como nós, são movidos pela paixão de suscitar distintos caminhos metodológicos próprios e apropriados da educação e sua dinâmica na realidade. O livro reúne diversos temas de interesse da área, apresentando abordagens metodológicas consideradas pioneiras, por tratarem de modo inventivo e peculiar, implicado e engajado, a pesquisa em educação. Pretende, pois, contribuir para que as pesquisas dessa área ousem criar, arriscar, rompendo grades, apontando atalhos, como estratégias que nos convocam a refletir sobre o significado da ciência que fazemos e experimentar esses conhecimentos ancorados no real. E não era para ser diferente!
- Item(Auto)Cartografia da minha professoralidade docente: pesquisa e vida entrelaçadas(2020-07-28) Silva, Ana Lúcia Gomes da
- ItemBase nacional comum curricular: apagamentos e implicações da diversidade na formação em exercício da coordenação pedagógica(2021) Lima, Fábia Alves; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Silva, Fabrício Oliveira da; Oliveira, Iris VerenaEsta pesquisa tem o propósito de compreender o papel da Coordenação Pedagógica (CP) como mediadora da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no contexto de sua prática com o coletivo docente, frente ao planejamento didático-pedagógico de suas demandas diárias, a fim de identificar se este coletivo faz ou não vazar a diferença no referido documento. O delineamento metodológico ancora-se na abordagem qualitativa e se inspira no paradigma pós-crítico. Adota-se como método a (Net)etnocartografia, com o uso da bricolagem da etnografia, cartografia e netnografia, motivado pela cartografia de Deleuze e Guattari (1998, 2014, 2010), cujas pistas produzidas por meio das narrativas e imagens foram cartografadas a partir dos dispositivos Ateli(net) e Diário de Bordo, em que os fios dos episódios adotaram como procedimento de análise o próprio método (Net)etnocartográfico em processos de produções vida-formação na cibercultura, desenhadas como proposta de intervenção. A (Net) etnocartografia em interface online conecta movimentos de autorias singulares e coletivas, visando rasurar a BNCC no contexto da prática da Coordenação Pedagógica e buscar caminhos e bifurcações nos territórios onde habitam os sujeitos da pesquisa. As pistas-resultados apontam a ausência de políticas públicas para a formação da CP e discussão nas formações sobre temáticas do cotidiano que envolve gênero, raça, povos do campo, quilombolas, ciganos, comunidades tradicionais, entre outros, bem como uma BNCC que pretende o controle político do conhecimento por meio de um currículo único, o qual não é desejável em um país com dimensões (continental) territoriais, diversidade cultural e desigualdades sociais. A CP vê na processualidade da (Net) etnocartografia, via os seis (06) Ateli(net’s), pontos de conexão, contradições, atravessamentos e possibilidades de re-leituras dos espaços pedagógicos em proposições, teoricamente, enredadas pelos saberes que se articulam e se convertem em ações transformadoras, criadoras e ativas nos contextos de vida e com vidas do devir-outro, cujo rizoma-formação não tem começo e tampouco fim, pois se encontra sempre no meio e entre as linhas de fuga imperceptíveis, que se desdobrarão também na pós-defesa, criando fios que serão conectados, num ir e vir, sem simetria, experimentando as irregularidades da intuição e do inconsciente dos sujeitos, que sempre serão coautores desse trajeto de vida-pesquisa-trans-formação.
- ItemBase nacional comum curricular: apagamentos e implicações da diversidade na formação em exercício da coordenação pedagógica(UNEB, 2021-11-30) Lima, Fábia Alves; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Sousa, Denise Dias de Carvalho; Silva , Fabrício Oliveira da; Oliveira , Iris VerenaEsta pesquisa tem o propósito de compreender o papel da Coordenação Pedagógica (CP) como mediadora da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no contexto de sua prática com o coletivo docente, frente ao planejamento didático-pedagógico de suas demandas diárias, a fim de identificar se este coletivo faz ou não vazar a diferença no referido documento. O delineamento metodológico ancora-se na abordagem qualitativa e se inspira no paradigma pós-crítico. Adota-se como método a (Net)etnocartografia, com o uso da bricolagem da etnografia, cartografia e netnografia, motivado pela cartografia de Deleuze e Guattari (1998, 2014, 2010), cujas pistas produzidas por meio das narrativas e imagens foram cartografadas a partir dos dispositivos Ateli(net) e Diário de Bordo, em que os fios dos episódios adotaram como procedimento de análise o próprio método (Net)etnocartográfico em processos de produções vida-formação na cibercultura, desenhadas como proposta de intervenção. A (Net) etnocartografia em interface online conecta movimentos de autorias singulares e coletivas, visando rasurar a BNCC no contexto da prática da Coordenação Pedagógica e buscar caminhos e bifurcações nos territórios onde habitam os sujeitos da pesquisa. As pistas-resultados apontam a ausência de políticas públicas para a formação da CP e discussão nas formações sobre temáticas do cotidiano que envolve gênero, raça, povos do campo, quilombolas, ciganos, comunidades tradicionais, entre outros, bem como uma BNCC que pretende o controle político do conhecimento por meio de um currículo único, o qual não é desejável em um país com dimensões (continental) territoriais, diversidade cultural e desigualdades sociais. A CP vê na processualidade da (Net) etnocartografia, via os seis (06) Ateli(net’s), pontos de conexão, contradições, atravessamentos e possibilidades de re-leituras dos espaços pedagógicos em proposições, teoricamente, enredadas pelos saberes que se articulam e se convertem em ações transformadoras, criadoras e ativas nos contextos de vida e com vidas do devir-outro, cujo rizoma-formação não tem começo e tampouco fim, pois se encontra sempre no meio e entre as linhas de fuga imperceptíveis, que se desdobrarão também na pós-defesa, criando fios que serão conectados, num ir e vir, sem simetria, experimentando as irregularidades da intuição e do inconsciente dos sujeitos, que sempre serão coautores desse trajeto de vida-pesquisa-trans-formação.
- ItemBordado-narrativa da/na formação de professoras: (des)fazimentos(UNEB, 2024-05-29) Mendes, Naiane Rocha; Salvadori, Juliana Cristina; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Santos, Dina Maria Rosário dos; Fernandi, Kyria Rebeca Neiva de LimaO presente memorial formativo interroga o currículo de formação de professores no Departamento de Ciências Humanas, Campus IV, da Universidade do Estado da Bahia, tomando o atravessamento com as diversidades, em especial com as deficiências como ponto de partida. Essa escrita reflexiva borda as experiências da autora na formação inicial e na formação continuada de professores a partir de cenas narrativas. Ancora-se no paradigma epistemológico pós-crítico numa perspectiva qualitativa e interventiva, elegendo a pesquisa-(form)ação narrativa/narração como método. Como procedimento de análise produziram-se, a partir dos dispositivos de pesquisa, análises narrativas sob a égide dos desfazimentos. Parte-se da questão suleadora - Como a deficiência tem atravessado o currículo da formação de professores? - para se declarar os objetivos: 1) Partilhar narrativas, conversas e vivências atravessadas pela deficiência tomada como diversidade na formação de professores e 2) Rebordar práticas inclusivas na formação de professores atravessada pelo acolhimento da deficiência. A análise dos dados aponta para a potência das co-autorias, do diálogo com a comunidade externa e sua participação nas formações, bem como dos grupos e das ações de pesquisa e extensão que vem atravessando os meus processos formativos pela auto, eco e heteroformação. Esse movimento de fazer pesquisa com o outro acompanha a autora desde a graduação como pesquisadora do Programa Afirmativa (PROAF), se desdobrando em espaços formativos promovidos pela pesquisa e pela extensão que esgarçam o currículo abrindo espaço para a inclusão e diversidade. Além dessas potências, a análise aponta a pouca efetivação das políticas de acessibilidade e inclusão no DCH-IV Jacobina, a ausência da comunidade acadêmica nas formações ofertadas, a falta de adesão docente nas propostas de formação sobre acessibilidade e práticas pedagógicas, a desresponsabilização e terceirização dos estudantes com deficiência para os núcleos de apoio, salas especializadas e mediadores, a invisibilidade do estudante com deficiência na universidade e na educação básica, o desfazimento do presencial bordando práticas pedagógicas híbridas, a dificuldade do coletivo para registrar e compartilhar narrativas e a articulação entre graduação e pós-graduação como movimento potente de adensar e interrogar a formação. Como contribuições e encaminhamentos a partir do campo e seus desdobramentos, destacamos as produções dos memoriais de formação pelas co-autorias, graduação e pós-graduação, a continuidade das propostas de extensão pelas redes colaborativas e a proposta de se criar formas de circular o material produzido pelo Grupo de Estudos em Educação Inclusiva e Especial (GEEDICE) para além das publicações acadêmicas buscando construir um repositório online composto com narrativas, práticas e experiências das praticantes que vão bordando o processo formativo dessa pesquisa e de outras pesquisas do grupo pela dimensão (auto)formativa.
- ItemCartografias de uma neolinguagem inclusiva: outras gramáticas na língua portuguesa na cibercultura(2023-07-09) Menezes, Jadla Morais; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Santos, Dina Maria Rosario dos; Salvadori, Juliana; Santos, Edméa Oliveira dosEsta pesquisa toma como tema de estudo a Neolinguagem Inclusiva assumida em sua perspectiva não binária, que abriga uma cartografia sobre os sujeitos dissidentes a linguagem e visibilização em redes na Cibercultura e nos ambientes educacionais, em especial, na educação básica. Tem como objetivo central: analisar como a Neolinguagem interroga a linguagem através da diferença, pelo diverso, dissidente e heterogêneo, a fim de afirmar a inclusão da mesma no ensino da Língua Portuguesa de modo que os/as/es sujeitos se sintam visibilizados/as/es como sujeitos de linguagem. Como objetivos específicos definimos: a) Produzir uma genealogia da linguagem dita neutra, perfomatizando outra história que descontinua formas de se ver o gênero binário na LP, considerando o sujeito como um efeito de linguagens, discursos. b) Enredar cartograficamente as disputas de narrativas na cibercultura sobre a Neolinguagem e o seu uso como forma de uma comunicação não-binária. c) Apresentar estratégias cartografadas para a inserção da neolinguagem no ensino da Língua Portuguesa na educação básica, a fim de produzir cartografias da diferença de modo a visibilizar os sujeitos/eis. Adota como método a cartografia, que se faz como um mapa aberto, objetivando trazer uma história outra para essa cortinagem binária que a Língua Portuguesa implantou e defende. Os/as/es sujeitos coautores/as/ies da pesquisa foram os/as usuários/as/ies na Cibercultura e o Ciberespaço através dos corpus de análise: Youtube e Twitter Como procedimento de análise o próprio método cartográfico. Na primeira fase da pesquisa realizou-se a revisão sistemática do tema em estudo no recorte temporal de 2015 até 2021 na base de dados SciELO e Google Acadêmico cujos resultados apontaram para a escassez de pesquisas devido a atualidade do tema, ampliando-se assim, o escopo da revisão para uma cartografia na cibercultura. Como resultados centrais a pesquisa destaca: embates emergentes e coexistentes na cibercultura e seus jogos de força que cambiam entre um discurso impositivo sobre a Neolinguagem gerando a informação, a desinformação e/ou a propagação de fake news nesses espaços, assim como discursos defensores da Neoliguguagem como movimento de inclusão e desvinvisibilização dos sujeitos; cartografia da neoliguguagem com estratégias de promoção, espaço de visibilidade, respeitando a forma como cada pessoa deseja ser identificada; NI, visa desconstruir as normas binárias tradicionais e reconhecer a multiplicidade de identidades de gênero e orientações sexuais, encontra tanto apoio entusiástico quanto resistência firme na cibercultura do Instagram, Youtube e Twitter, conforme (corpus de análise cartografados). Os/as/es usuários/as que abraçam essa forma de linguagem frequentemente enxergamna como uma oportunidade de respeitar a autodeterminação das pessoas, promovendo inclusão e desconstruindo estereótipos de gênero. Eles veem o uso de pronomes inclusivos e outras adaptações linguísticas como um ato de inclusão social e linguística, uma maneira de afirmar o direito de cada falante.
- ItemCotidiano e experiências da juventude negra: conversas com estudantes do Colégio Estadual de Bandiaçu(2022-02-21) Santos, Geniclécia Lima dos; Oliveira, Iris Verena Santos de ; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Eugênio, Benedito Gonçalves; Sampaio, Carmen Diolinda da Silva SanchesEsta dissertação propõe-se a dialogar com experiências estudantis no cotidiano do Colégio Estadual de Bandiaçu, com o intuito de ampliar a visibilidade das mesmas, dentro e fora do espaço escolar. Ao se propor a ampliar a visibilidade da atuação estudantil, a pesquisa identifica as escolas públicas como lugares carregados de vida e experiências. A partir de narrativas estudantis sobre o cotidiano do Colégio Estadual de Bandiaçu (CEB), foi possível problematizar as significações dadas à escola, como espaço de afetos, sociabilidades e tensões, especialmente quando são consideradas as experiências de estudantes negros. A partir desses olhares, buscamos pensar de que maneira atuar no CEB pode auxiliar na visibilidade das experiências estudantis e como a ação interventiva, guiada por plataformas digitais, contribui para que a comunidade escolar torne o ambiente educativo um espaço que assume essas experiências, como práticas e saberes importantes e de formação para toda a comunidade escolar. Nesse intento, utilizamos a categoria cotidiano, a partir da perspectiva de Michel de Certeau (1998), por seu espírito inconformista e perspicaz; ainda, na interação com a experiência, partimos das compreensões de Jorge Larrosa Bondía, pois a sua postura nos permitiu encarar nossas conversas e escrita de maneira que possamos viver e não apenas sobreviver. Quanto ao trato da juventude negra, Sílvio Almeida (2019), Conceição Evaristo (2020), Franz Fanon (2008), Nilma Lino Gomes (2018/2019) e diversas intelectuais negras foram fundamentais para a conversa com esses sujeitos, a partir de suas potencialidades. Por outro lado, as conversas entrelaçadas pelos próprios/as estudantes negros e negras do CEB, além de impulsionarem essa investigação/formação, apontaram para nuances da relação com a escola, reconfiguradas no contexto da pandemia de COVID-19. O afastamento do espaço físico possibilitou um olhar crítico e complexo sobre as experiências escolares, indicativo de necessidades que não são atendidas, ao tempo em que permitiram pensar o cotidiano em meio aos dilemas da educação, com mediação tecnológica. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa propõe uma rasura nos pressupostos da pesquisa qualitativa, ao eleger a conversa como método e dispositivo metodológico, na tentativa de seguir por vias de aberturas, não fechamentos (SAMPAIO; RIBEIRO, 2018). Além disso, por se tratar de um mestrado profissional em educação, a pesquisa apresenta, como proposta interventiva, a continuidade das conversas com o corpo estudantil do Colégio, visando à construção coletiva do Instagram do CEB, que será concebido como resultado/produto educacional. A movimentação dessa rede social terá o intuito de publicizar e encantar outras pessoas para tudo aquilo que já acontece em nossas escolas e estimular novas ações, principalmente no tocante às experiências estudantis.
- ItemCultura visual e compreensão crítica: construções de sentidos na interação do educando com as hiperimagens(2017-12-15) Fonseca, Camila Heveline Santos da; Gomes, Antenor Rita; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Ribeiro, Marcelo Silva de SouzaEste trabalho investigativo tem a sua gênese centrada na concepção de que o advento da sociedade da informação e da sociedade em rede, além do avanço da tecnologia, especialmente no tocante às mídias digitais, possibilitaram o surgimento de aplicativos e acessórios variados, os quais vêm alterando o comportamento do indivíduo diante das imagens, implementando formas diferenciadas de leitura que os sujeitos praticam no cotidiano, bem como a produção de sentidos e desenvolvimento de habilidades leitoras para atuar no ciberespaço - comportamento que se estende também ao âmbito escolar. Tais transformações instituíram outras perspectivas discursivas que se tornaram muito comuns no infindável espaço cibernético. A democratização da utilização de mídias digitais impactou significativamente nas práticas discursivas dos sujeitos envolvidos cujos hábitos eles também levam consigo para outros espaços, inclusive a escola, local que ainda não lida muito bem com a infinidade de possibilidades pedagógicas das hipermídias. O objeto de investigação estabelecido nessa pesquisa volta-se para a análise dos processos de produção de sentido na utilização pedagógica das representações visuais, especialmente as que são veiculadas/elaboradas através das TDCIs. Discute ainda em que medida a escola tem promovido ações que aprimorem as habilidades de leitura e interpretação crítica das hiperimagens. Esta pesquisa de abordagem qualitativa com o método de pesquisa-ação se propôs em desenvolver um trabalho investigativo para compreender como se operacionaliza a construção de sentidos e a compreensão crítica da cultura visual na interação do educando com hiperimagens. Utilizou como dispositivos para levantamento dos dados o caso de ensino, a observação, diário de bordo e grupo focal. Os procedimentos utilizados para a análise dos dados foi inspirado na Análise de Discursos Francesa (ADF), por entender que esta seria um caminho viável para se compreender os dados construídos por intermédio da implementação da pesquisa ação. Os participantes são os professores que ministram as Oficinas do PROEMI – Programa Ensino Médio Inovador e alunos da Oficina do PROEMI do Colégio Estadual Normal Arnaldo de Oliveira no município de Caém, unidade escolar integrante do Núcleo Regional de Educação (NRE-16). Elaboramos como produto final dessa intervenção, um manual pedagógico composto pela coletânea dos casos de ensino constituído por uma coletânea de sequências didáticas, considerando as produções realizadas nas oficinas, a fim de que seja utilizado em momentos formativos nas Atividades Complementares (AC) da referida Unidade de Ensino ou como subsídio para os professores incluírem as visualidades de forma criativa e inovadora em suas práticas pedagógicas, além da dissertação como relatório final da pesquisa realizada.
- ItemDesenvolvimento das aprendizagens na educação infantil: contribuições da neurociência(UNEB, 2024-06-28) Oliveira, Nádja Luana Barros Cavalcanti; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Carvalho, Fernanda Antoniolo Hammes de; Coelho, Patrícia Júlia Souza; Nunes, Jacy Bandeira AlmeidaEsta pesquisa de mestrado investigou o desenvolvimento das aprendizagens das crianças de 0 a 6 anos, tomando como fundamento teórico a aplicação dos conhecimentos de neurociência na Educação Infantil, tendo como contexto o Centro Municipal de Educação Infantil Olívia dos Santos Silva - CMEI Olívia, em Jacobina - BA. Partiu de duas questões investigativas: como vem acontecendo o desenvolvimento das aprendizagens na Educação Infantil na instituição CMEI Olívia, no município de Jacobina - BA? E como a neurociência pode contribuir para o desenvolvimento dessas aprendizagens? O objetivo geral consistiu em compreender o desenvolvimento das aprendizagens na Educação Infantil, tomando como fundamento o potencial das contribuições da neurociência. Entre os objetivos específicos, destacou-se: analisar os documentos legais e a literatura da área sobre o desenvolvimento das aprendizagens na Educação Infantil; cotejar as contribuições dos fundamentos da neurociência, com destaque para as funções executivas, dialogando com as práticas existentes e as novas orientações para o desenvolvimento das aprendizagens na Educação Infantil; inventariar os conhecimentos prévios das professoras acerca dos fundamentos e das práticas que elas já realizam; e gerar, colaborativamente, orientações teóricas e metodológicas para o desenvolvimento das aprendizagens na Educação Infantil do CMEI Olívia, através da realização de ateliês de formação. Utilizando a abordagem qualitativa e pesquisa colaborativa, ancoradas na reflexão da bricolagem como paradigma epistemológico, foram utilizados dispositivos de construção de dados, como análise documental, observações e entrevistas semiestruturadas. Para a análise dos dados, foi utilizada a Teoria Fundamentada em Dados (TFD). As participantes foram as professoras da Educação Infantil. Os resultados apontaram que o jogo e a atividade lúdica são metodologias de ensino já presentes em suas práticas. No entanto, foi identificado que uma parte das professoras desconhece os estudos de neurociência aplicados à educação e sinalizaram a necessidade de uma formação continuada específica nessa área. Como produto, foram propostas orientações teóricas e metodológicas para a construção de um plano de formação, através de ateliês formativos, intitulado “Otimizando o Aprendizado Infantil”, que será apresentado à Secretaria de Educação do Município de Jacobina como uma proposta de formação continuada para o município. Considera-se que a neurociência pode fornecer estratégias eficazes para aprimorar o ensino e a aprendizagem na Educação Infantil, promovendo o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças.
- ItemDificuldades na escrita dos alunos da 5ª e 8ª séries do Ensino Fundamental no município de Serrolândia(UNEB, 2007) Oliveira, Lucineide Helena de; Almeida , Maria Clementina Moreira de; Moreira , Maria Rosa; Souza, Urisneide Pacheco de; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Menezes, Adriano; Félix, José CarlosEste trabalho de pesquisa teve como objeto de estudo "as dificuldades de escrita nas turmas da 5ª série 01 e 8ª série 01", do Colégio Estadual de Serrolândia, BA. A problemática foi investigar a escrita desses sujeitos, bem como suas relações com a produção textual através das produções textuais. A pesquisa teve como lócus o Colégio Estadual de Serrolândia, e a metodologia adotada foi o estudo de caso exploratório, utilizando como instrumentos de "coleta dos dados", entrevistas abertas elou aprofundadas, observações participantes práticas escritas, (produção de textos).O resultado do trabalho traz um breve estudo teórico a respeito das três estratégias utilizadas no ato da escrita, bem como as dificuldades de escrita, e a importância da mesma para o educando. Aborda ainda, a produção de textos e condições de produção de texto na escola, pelos alunos de 5ª e 8ª séries do Ensino Fundamental.
- ItemDissidências e (Im)pertinências de gênero no território escolar: memorial cartográfico Lucemberg(2018) Oliveira, Lucemberg Rosa ; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Salvadori, Juliana Cristina; Auad, Daniela; Fagundes, Tereza Cristina Pereira CarvalhoA pesquisa de mestrado intitulada Memorial Cartográfico: dissidências e (Im)pertinências de gênero no espaço escolar, realizada numa escola municipal da rede de Barra do Mendes - BA, toma como centralidade as questões que envolvem o gênero, entre eles as performances, bem como as práticas pedagógicas e formação docente. Teve como objetivo principal compreender como as performances de gênero são apresentadas na escola a partir das reflexões sobre as práticas pedagógicas dos/a colaboradores/a da pesquisa e como objetivos específicos: descrever por meio de observações participantes em quais momentos as performances de gênero são identificadas/silenciadas na escola e cartografar os conceitos- chave relativos às performances de gênero. A pesquisa se ancora no horizonte qualitativo, utilizando o método cartográfico para apontar epistemologicamente e metodologicamente a esta procedimento de construção e análise dos dados, tendo em vista a perspectiva pós-crítica, de questionar os próprios modos de fazer pesquisa, permitindo ao pesquisador se emaranhar por uma gama de procedimentos aos quais outros tipos de pesquisa tradicionais não permitiriam, ela não se prende ao formalismo metodológico, o que nos permite classificá-la como pós-moderna, pós-crítica e pós-estruturalista. A pesquisa cartográfica difere de outros modos de fazer pesquisa. Baseados, sobretudo, no impacto epistemológico conduzido por Deleuze e Guatarri (1995) – propositores desse conceito – no campo da filosofia, acabam por cotejar no que concerne à produção investigativa na área das ciências humanas, em geral, e especialmente no campo da educação. Como dispositivos de construção dos dados, utilizaram-se Ateliês de pesquisa, e observação participante, buscando registrar, problematizar e refletir sobre as práticas e, consequentemente, formar professores/a em exercício para o trato com a temática. Assim o saber é, sobretudo, produto e processo das redes heterogêneas de interações de agregados sociais humanos e não-humanos (condições objetivas e subjetivas da realidade). Como resultado/produto final, foi elaborado pelo coletivo docente o Projeto didático-pedagógico para o trato da diversidade de gênero na sala de aula. Além disso, a pesquisa apontou que ainda há um longo caminho para implementar as discussões sobre gênero na escola, uma vez que as pessoas que foram o corpo dessa instituição ainda buscam maneira de silenciar tais questões e quando estas ultrapassam os limites do que ocasionou a ser “normal”, os (a) estudantes são vistos como objetos. Ainda, foi possível verificar que muitos professores e professoras ainda se sentem, em muitas ocasiões, reféns de práticas pedagógicas, ainda distantes das demandas dos sujeitos da contemporaneidade, embora estes estejam presentes na escola, no cenário da diversidade, esta ainda é regida, por uma estrutura muito hierárquica, que insiste em olhar mais para a normatividade do que para a diversidade, principalmente no que se refere às questões de gênero.
- ItemÉ do jeito da gente que eu vou contar! Narrativas orais interfaces nas práticas educativas escolares(2016) Araújo, Nádia Barros; Gomes, Antenor Rita; Silva, Ana Lúcia Gomes da; Dantas, Vera Lúcia de AzevedoEste trabalho resulta da pesquisa sobre as narrativas orais dos contadores de história de Tapiramutá/Bahia numa perspectiva socioeducativa. O tratamento dos dados e a escrita do texto se deram numa perspectiva fenomenológicohermenêutica. Inicia-se por enfatizar as narrativas orais como produções culturais composta de elementos do imaginário que apontam para as representações sociais, ideológicas e identitárias dos sujeitos. Considera o potencial das narrativas orais como fonte de saberes e conhecimentos que se entrelaçam com a perspectiva multicultural/intercultural do currículo. Assim sendo, a pesquisa se desenvolveu em dois momentos: primeiro com a pesquisa de campo junto aos contadores de história da cidade de Tapiramutá, a fim delevantar as narrativas orais, os temas e representações que emergem delas. Para tanto, utilizamos a pesquisa exploratória, a entrevista narrativa e semi-estruturada. No segundo momento, o trabalho de pesquisa se desenvolveu através da pesquisa participante e de cunho qualitativa, junto a um grupo de professores da Educação Básica da cidade de Tapiramutá/Bahia, participantes do curso de formação sobre o uso pedagógico das narrativas orais. Desta vivência origina-se um conjunto de 17 (dezessete) proposições didáticas e uma lista de atividades, ambos elaborados pelos professores cursistas. Assim o córpus de analise deste trabalho se constitui de 89 narrativas orais dos contadores e deste conjunto de proposições didáticas e lista de atividades. Como arcabouço teórico nos orientamos por: Marilena Chauí e Chartier para apresentarmos as narrativas orais enquanto expressão cultural, com Bourdieu, Jovchelovith e Maffesoli para discutirmos sobre o imaginário e as representações sociais presentes nas narrativas orais, Tomaz Tadeu e Stuart Hall no que refere-se as questões identitárias, Canen, Macedo e Mclaren para tratarmos sobre o currículo numa perspectiva multicultural/intercultural.
- ItemEducação carcerária: (des)encantos, (des)crenças e os (des)velamentos de leitura no cárcere, entre ditos, silêncios e subentendidos(2007-12-20) Silva, Ana Lúcia Gomes da; Fagundes, Tereza Cristina Pereira Carvalho; Passos, Elizete Silva; Arapiraca, Mary de Andrade; Santos, Cosme Batista dos; Silva, Márcia Rios da; Araújo, Edivalda AlvesEducação carcerária é o tema central desta pesquisa, considerada como ato educativo informal, praticado no cotidiano do cárcere marcado pela intencionalidade em cada habilidade, modos de agir, astúcias e estratégias organizadas, com finalidades próprias e apropriadas, que influenciam e formam outros sujeitos. Objetivamos discutir as práticas educativas que se dão no cotidiano do cárcere e seus efeitos de sentido para os que nele se inserem, além de buscar compreender a tríade presente nas relações de poder: o saber, o discurso e as estratégias do dizer sobre a prisão e seus efeitos. A pesquisa teve como lócus a 16ª Delegacia Circunscricional de Jacobina/BA. O horizonte metodológico adotado foi o etnográfico, tendo como fundantes os estudos da Antropologia, utilizando como instrumentos de construção dos dados entrevistas abertas e/ou aprofundadas, as histórias orais de vida, o memorial, a observação participante, buscando apreender o máximo possível do cotidiano do cárcere e seus efeitos de sentido sobre os sujeitos da pesquisa. Para realizar a análise dos dados, utilizamos a Análise do Discurso (AD). Os resultados apontam a dimensão das (des)crenças, (des)encantos e (des)educação que marcam, de forma contundente, cada ser humano que experiencia o cotidiano do cárcere nos seus movediços caminhos. Por outro lado, os memoriais, relatos e narrativas, vão (des)velando outras nuances e aspectos do ser humano como ser que está em constante formação, em contraponto com os discursos oficiais que nos (des)velam, a partir de outros pontos de vista, o cotidiano do cárcere. As narrativas dos encarcerados desvelaram as práticas reais do cárcere e seu caráter educativo e promotor de (des)crenças, (des)educação, sofisticação das regras de poder, de organização que reproduz a violência, amedronta e os faz mais e mais marginais. Conclusivamente, o trabalho traz a cartografia das práticas educativas no cárcere, seus efeitos sobre os encarcerados e seus familiares, (des)vela (des)crenças, (des)esperanças, sinaliza possibilidades reeducativas e socializadoras dos encarcerados pós-presídio e indica que a educação em espaços de aprendizagem como o cárcere, seria promotora de significativas mudanças, considerando que os seres humanos que vivenciam processos educativos de toda ordem podem (res)significar suas atitudes e transformar suas vidas.
- ItemEducação Carcerária: (des)encantos, (des)crenças e os desvelamentos de leitura no presídio, entre ditos, silêncios e subentendidos(UNEB, 2007-12-20) Silva, Ana Lúcia Gomes da; Fagundes, Tereza Cristina Pereira Carvalho; Passos, Elizete Silva; Arapiraca, Mary de Andrade; Santos, Cosme Batista dos; Silva, Márcia Rios da; Araújo, Edivalda AlvesEducação carcerária é o tema central desta pesquisa, considerada como ato educativo informal, praticado no cotidiano do cárcere marcado pela intencionalidade em cada habilidade, modos de agir, astúcias e estratégias organizadas, com finalidades próprias e apropriadas, que influenciam e formam outros sujeitos. Objetivamos discutir as práticas educativas que se dão no cotidiano do cárcere e seus efeitos de sentido para os que nele se inserem, além de buscar compreender a tríade presente nas relações de poder: o saber, o discurso e as estratégias do dizer sobre a prisão e seus efeitos. A pesquisa teve como lócus a 16ª Delegacia Circunscricional de Jacobina/BA. O horizonte metodológico adotado foi o etnográfico, tendo como fundantes os estudos da Antropologia, utilizando como instrumentos de construção dos dados entrevistas abertas e/ou aprofundadas, as histórias orais de vida, o memorial, a observação participante, buscando apreender o máximo possível do cotidiano do cárcere e seus efeitos de sentido sobre os sujeitos da pesquisa. Para realizar a análise dos dados, utilizamos a Análise do Discurso (AD). Os resultados apontam a dimensão das (des)crenças, (des)encantos e (des)educação que marcam, de forma contundente, cada ser humano que experiencia o cotidiano do cárcere nos seus movediços caminhos. Por outro lado, os memoriais, relatos e narrativas, vão (des)velando outras nuances e aspectos do ser humano como ser que está em constante formação, em contraponto com os discursos oficiais que nos (des)velam, a partir de outros pontos de vista, o cotidiano do cárcere. As narrativas dos encarcerados desvelaram as práticas reais do cárcere e seu caráter educativo e promotor de (des)crenças, (des)educação, sofisticação das regras de poder, de organização que reproduz a violência, amedronta e os faz mais e mais marginais. Conclusivamente, o trabalho traz a cartografia das práticas educativas no cárcere, seus efeitos sobre os encarcerados e seus familiares, (des)vela (des)crenças, (des)esperanças, sinaliza possibilidades reeducativas e socializadoras dos encarcerados pós-presídio e indica que a educação em espaços de aprendizagem como o cárcere, seria promotora de significativas mudanças, considerando que os seres humanos que vivenciam processos educativos de toda ordem podem (res)significar suas atitudes e transformar suas vidas.
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