Estudo da pobreza socioespacial na cidade de Salvador
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Resumo
Neste trabalho, propõe-se uma reflexão sobre o conceito de pobreza em seu sentido teórico-epistemológico, o qual terá como objetivo principal o estudo da pobreza na cidade de Salvador. Para tanto, a análise aqui expressa trará em sua estrutura central o entendimento sobre o processo de segregação socioespaciais observados na capital soteropolitana. Em seguida, recorre-se a um breve resgate histórico sobre a evolução urbana da cidade de Salvador. A qual, ao longo do tempo, vem apresentando mudanças socioespaciais significativas rompendo gradativamente com o seu posicionamento tradicional. Finalizando com um sutil enfoque sobre exclusão e inclusão. Enfrentar a pobreza requer, para tanto, estabelecer coordenadas e prioridades nacionais, que podem ser fortalecidas e consolidadas pelos gestores locais. A população empobrecida cria estratégias para lidar com a pobreza, no entanto as formas de apropriação de seu espaço na cidade seguem o comando da lógica do mercado imobiliário, que reserva lugares específicos, para a pobreza e para o pobre. Constata-se que melhores condições de oportunidades já é uma forma de dignificar a pessoa humana e a sua falta por certo promove a exclusão, a marginalização e a pobreza, sendo necessário nesse sentido um planejamento das políticas públicas mais eficazes para combater as causas da pobreza e, consequentemente, das desigualdades socioespaciais. Que as ações de integração também aconteçam através da cultura herdada pela cidade, da música, da culinária típica, até na mistura de suas crenças religiosas. Soluções não são efetuadas em um vácuo social, é também, na estrutura da distribuição das diferentes espécies de capital, para conservá-lo ou transformá-lo que os agentes produz ativamente a realidade social através de suas atividades mundanas de atribuição de sentido, mas avulta que eles assim atuam baseados nas posições que ocupam em um espaço objetivo de constrangimentos e facilitações, Conflitos de poder não se referem apenas a quem leva o que e quanto; dizem respeito também a quem será o que e por quanto tempo.