Musical kimera – um mundo imaginário: processo de criação musical como recurso de musicalização na escola

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2015
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Resumo

O ser humano, no decorrer de sua história criou formas para “falar” sobre os seus sentimentos, anseios, desejos e sofrimentos e, para isso, explorou suas habilidades artísticas encadeadas por quatro fenômenos universais: artes visuais, teatro, dança e música, surgindo o Teatro Musical ao longo dos tempos, como desafio para testar seus limites e suas habilidades. Assim, este Memorial Reflexivo busca tratar do percurso da criação, desenvolvimento e produção do Teatro Musical Kimera, baseado nas narrativas do jogo-simulador Kimera – Cidades Imaginárias, criado e desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Geotecnologias, Educação e Contemporaneidade – GEOTEC, da Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Este trabalho tem por finalidade descrever o processo de criação do Musical Kimera como um recurso de potencializar a musicalidade junto aos alunos, observando a música intrínseca às suas dinâmicas de mundo, de vida e de espaço, através da criação, desenvolvimento e produção do espetáculo Musical Kimera: Um Mundo Imaginário, possibilitando uma vivência artística desses sujeitos do 4º ano da Escola Álvaro da Franca Rocha, Bairro da Engomadeira, cidade de Salvador/BA. A abordagem metodológica deste Memorial perpassa o entendimento sistematizado dos elementos que compõem um Teatro Musical, bem como integra as linguagens universais aos sujeitos partícipes (cantores, músicos, letristas, compositores, pesquisadores, alunos, professores, atores entre tantos outros), objetivando reunir concepções de saberes diversos que permeiam a construção deste evento. No que se refere aos pressupostos epistêmicos, faço uma interlocução com Arendt (2000), Bernardes (2001), Bettelheim (1980), Durand (1994), Garrido (2013), Lefebvre (2006), Certeau (1994), Hetkowski (2012), Lima Jr (2010), Rubim (2010), Santa Rosa (2006) e (2012), Veneziano (2002), Pierce (2013), Ostrower (1987), Morin (2004) , Brandão (2005), dentre outros, que discutem conceitos do imaginário, espaço e lugar vivido, Tecnologia de Informação e Comunicação (TICs), arte do fazer, processo criativo, entre outros conceitos entrelaçados à Educação Musical. Como processo desta proposta, descrevo a trajetória da criação do Teatro Musical Kimera- Um Mundo Imaginário, em todos os seus atos e fatos que evidenciam os saberes e fazeres da música, da dança, da representação e das potencialidades “singulares” de cada sujeito envolvido neste desafio. Registro aqui que o produto deste Mestrado Profissional vai além da memória, dos kits e da encenação do Teatro Musical, perpassando as dinâmicas colaborativas, o compromisso com o outro, a escuta silenciosa, a tomada de decisões, a reverberação da poesia em diferentes linguagens e, a potencialidade da música junto às crianças da Escola Municipal Álvaro da Franca Rocha. Concluo que é possível fomentar a musicalidade através de espetáculos, como este, à procriação e atuação a partir do desenvolvimento das inspirações, aspirações e conhecimentos procedentes destes sujeitos que já vivenciam a música em seu cotidiano.


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Palavras-chave
Escola, Imaginário, Teatro Musical, Musicalidade
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