Os desafios para atividades práticas de educação ambiental no ensino médio em Barreiras
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Resumo
A Educação Ambiental (EA), devido ao processo socioeconômico, histórico e cultural pelo qual o ser humano se apropriou dos bens da natureza, foi evidenciada como uma estratégia para o entendimento crítico e reflexivo dos problemas ambientais. Sua prática no espaço formal requer uma estruturação dos conteúdos curriculares, de modo que seja trabalhada de forma dialogada entre o professor e o aluno e adequada ao contexto em que a escola está inserida. De modo geral, o objetivo desse estudo foi discutir as práticas da Educação Ambiental no ensino médio da Rede de Educação do Estado em Barreiras e de modo específico: identificar a estrutura fornecida pela instituição escolar, relacionar as práticas de EA com as legislações e programas elaborados por instituições transnacionais como a ONU, o MEC e o Governo do Estado da Bahia, as dificuldades enfrentadas para realização das práticas e como os docentes trabalham EA na escola. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quanti-qualitativa viabilizada por meio do método estatístico e posterior interpretação dos dados, onde o público-alvo foi o professorado de duas escolas da educação básica do Estado da Bahia. Para coleta de dados, foi realizado um questionário online, os dados obtidos compilados no Microsoft Excel e as análises e testes estatísticos foram feitos nos Softwares SPSS, BioEstat, SigmaPlot e o R-Studio em combinação com a intepretação desses dados a fim de obter conclusões mais assertivas. Os resultados demonstram que boa parte dos professores realizam práticas de EA, sendo que as mais recorrentes são os conteúdos em sala de aula, projetos e eventos promovidos pela escola. Dentre as dificuldades apontadas, a mais recorrentes são a de interdisciplinar o conteúdo com outros professores, falta de recursos didáticos e falta de tempo (carga horária excessiva). Dentre as atividades realizadas as mais frequente são os conteúdos em sala de aula, projetos desenvolvidos e eventos, indicando um contato mais efetivo com o ambiente além da sala de aula. Além do mais, faz-se necessário melhorar a formação continuada para esses professores, haja vista que, é um trabalho indispensável para a efetiva atividade de EA emancipatória na escola.